domingo, 30 de dezembro de 2012



Festa, festas, bebidas, dança, girando. Nada mais tem feito sentido, estou no meio da multidão perdida, minha garrafa de cerveja quase vazia. Alguém segura minha mão, mas as luzes interferem minha visão, seus dedos entrelaçam sobre os meus. Por mais que o álcool tenha consumido meu corpo, me sinto segura, reconheço essa mão, e a sigo pra onde quer que me leve.  As pessoas no caminho impendem que eu ande sem tropicões.
-Onde estou?
-Isso não tem importância agora!
Escorou-me na parede, suas mãos deslizam em meus seios, minha calça é aberta, meus lábios são beijados, eu sou totalmente tocada. A sensação é boa, deixo a garrafa cair, minhas mãos deslizam pela sua cintura, abro sua blusa, toco-lhe os seios. O beijo tem gosto de álcool, cerveja com vodka.  Ouço batidas na porta, ignoramos. Gemidos, sussurros, arrepios são trocados.  É como se o oxigênio estivesse acabando, minha respiração fica cada vez mais ofegante, a seguro firme, sinto minhas pernas fracas meu corpo mole. Ela lambe seus dedos, seu olhar é provocante, beija-me.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


A encontrei em um local não muito público. Conversamos , trocamos indiretas. Até que resolvemos ir ao banheiro, mal entramos e ela já estava escorada na parede ne puxando, nossos beijos eram quentes, nossas pernas roçavam em nossas partes baixas, meus lábios deslizavam em seu pescoço, sua boca em minha orelha me deixava arrepiada. Cada vez mais o tesão aumentava. Trocávamos caricias em nossos seios, boca e mãos. Sua mão deslizou para outro lugar, adentrava em minha calça, contudo impedi, insistia, mas eu não deixava. Olhou-me com aquela cara de desconfiança sem entender.
-Sou difícil! (respondi com um sorriso sarcástico)
-(Riu com um tom de deboche) Até parece.(encarava-me)
Dei-lhe um beijo e finalizei com um selinho, virei e disse que que tinha ir.
-Como assim?(respondeu-me indignada)
Quando virei-lhe as costas e ia abrir a porta ela me virou novamente, puxando-me para próxima ao teu corpo. Suas mãos entrelaçavam meus cabelos. Ela é persistente e eu tenho a “carne fraca” estava difícil resistir. Correspondia a cada beijo teu, cada toque. Seus sussurros me enlouqueciam. Não aguentei segurar mais nada, não havia roupa ou gesto que a impedia de fazer o que queria. Os movimentos de seus dedos fazia-me contorcer, meus dedos a segurava firme. Seu olhar pedia-me pelo menos um gemido, mas eu resistia. Todavia ela me conhecia muito bem, sabia os meus pontos fracos, meu corpo já não suportava mais. Atingiu meu ponto, o gemido foi solto, minhas pernas ficaram fracas, bambas, meu corpo mole. Seu olhar demonstrava tudo, aquela cara de satisfeita, sempre conseguindo o que quer. Saimos do banheiro, mas ainda teria revanche.

domingo, 25 de novembro de 2012



Acordar por não sentir tua presença na cama, olhar ao redor e não te ver, são coisas que estragam o dia. Até que você aparece na porta, escorada a me olhar, um alivio demonstra meu corpo. Ficamos assim, uma olhando pra outra. Seminuas , olhar intrigante ela tem, persuasão ela tira de letra, fico sentada na cama com o lençol quase nada a tampar, ela caminha a minha direção. Sinto suas mão geladas a tocar meu rosto, parecia que mexia com agua. Meu olhar não desviava, apenas permanecia em teu rosto.
Retirar o resto das roupas foi fácil, mas decidir quem iria mandar na cama é que foi difícil. Contudo assim como já foi dito, sua persuasão é forte, então já da pra saber quem ganhou. Aquela manha não acaba, e tudo que fazíamos era transar. Posições foram feitas e desfeitas e o cansaço nunca dominava, estávamos mais dispostas. O lençol quase não cobria mais o colchão.
Por fim ficamos ali deitadas, cigarro entre os dedos, olhando para o teto, juntas, sua cabeça em meu peito, um par de mãos entrelaçadas. E assim foi nossa manhã.


Dançar, ela adora dançar.
Decidimos algo novo para hoje, uma festa em casa, chamamos só os amigos mais íntimos, mas sempre acaba vindo mais gente. Não estava lá grandes coisas, jogos, bebida, algumas pessoas “se pegando”. Até que ela subiu na mesa e começou a dançar, quase todos parou para assistir, o jeito que ela dança encanta qualquer um, e principalmente eu.  Ela se cansa, desce, bebemos, conversamos e nos entrosamos em outros grupos presentes.
Ela já não estava mais do meu lado, estava com outra pessoa lá fora, a bebida lhe deixou tão solta, que não consegui entender o que estava acontecendo. Discutimos depois dessa, o ciúmes a desconfiança me subiam a cabeça. Já não sabia mais o que fazer ou dizer.
dormimos em cantos diferentes ao fim da festa.
O problema é que eu a amava, e ela me amava, pelo menos acredito eu.  Os olhares, os gestos dominavam o clima na casa. Não conseguimos ficar muito tempo sem nos falar, bastou um pequeno corte de maçã pra virar assunto, e desse assunto voltássemos a ficar juntas.

sábado, 24 de novembro de 2012



Uma noite como outra qualquer,  no barzinho sentada com os amigos, brincadeiras é o que mais tem. Um telefonema e a noite muda, a voz fina e suave de mulher, bastou apenas me pedir pra ir a teu encontro que me levantei e fui.  
Um beijo na bochecha, um abraço, senti teu perfume me induzindo a ficar mais próxima. Não estava nem um pouco tímida, pelo contrario estava eufórica, louca pra curtir a que ainda restava da noite. 
Barzinho? Nada. Vamos é dançar, queimar todas as energias.
Ela mexe divinamente, seu gingado conseguia ser o melhor da pista. Eu estava hipnotizada, e mais hipnotizada ainda fiquei ao provar sua boca, aquele beijo calmo, lento, mas que me envolvia me fazendo esquecer toda a minha volta, apenas sentindo teu toque, calor, sabor. Seu sorriso finalizava aquele momento, todavia não era permanente.
Os sabores dos beijos iam mudando cerveja, cigarro, chiclete... e o ritmo permanecia.  
O cansaço dominava nossos corpos, resolvemos ir embora, mas pra onde? Qual casa? A minha pode ser, esta mais próxima.
A sala esta pouco bagunçada, o quarto um pouco mais, mas a cama perfeita para nos duas. Uns beijos de boa noite e podemos dormir bem. Contudo, dormir se torna uma tortura, não esta sendo fácil, por mais que os olhos se fechem ela esta do meu lado e sei que também ainda não dormiu. Nossas mãos começam a esbarrar em nossos corpos, carinhos são trocados. O cansaço foi vencido, nossas roupas já não estão mais em nossos corpos.  Suas unhas deslizam em minhas costas, ombro, enquanto meus dedos em sua cintura.
Mãos, pernas, mãos, seios, beijos, chupões, unhas, tatuagens, piercing’s, sabores, gemidos, contrações, o lençol sendo amarrotado e molhado.  A noite não podia ficar melhor, todavia ficou, seu ultimo beijo de boa noite fez com que eu não quisesse mais nada naquele momento, pois acabou de ficar perfeito, e agora durmo e sonho enquanto a conchinha ainda esta feita.

domingo, 18 de novembro de 2012



Não gosto muito de fazer compras, não tenho paciência. Vendedores insistindo, ficar num troca-troca de roupas ( veste, tira, veste, tira...), quase nunca acho algo do meu interesse. Todavia ela ama.  Faz com que eu a acompanhe às vezes, e ela acaba mudando a minha opinião. Cada roupa que experimenta um desejo meu, ela sorri para todas as minhas caras bobas, raras são as vezes que discordo das vestes. Fico sentada no banquinho só esperando o momento em que as cortinas, as portas se abrem e ela desfile acanhada, sorridente, deslumbrante. O problema é que ela nunca sabe quando deve parar, meu Deus quantas mais deve experimentar? Pra que tanta roupa? Se por fim estarão todas jogadas pelo chão de nosso apartamento. Confesso a prefiro sem todas essas peças, melhor ainda quando sou eu quem as tira.