domingo, 9 de junho de 2013



Eu sei que nossos caminhos talvez nem deveriam ter se cruzado
E que de bom talvez nem lembranças restem
Mas sempre que dobro a esquina
E penso em todos os talvez, e em todos os “se”
Não me arrependo de lembrar
A cada segundo, do seu olhar
E sempre, que em algum canto eu sentir seu cheiro
Vou suspirar. E lembrar. E sorrir, mesmo que não deva.


Ana Renno

terça-feira, 28 de maio de 2013

Meu corpo quente esquentava o seu. Nossas pernas entrelaçavam, sentia minha coxa ficando molhada. Suas unhas penetravam em minhas costas. Meus lábios deslizavam em seu pescoço. Seus gemidos atingiam meu ouvido fazendo com que meus corpo se arrepiasse. Aquilo tudo me dava mais tesão. Brincar de tesouras ficava cada vez mais divertido. Era intenso seu olhar, o momento, nos duas. Seus lábios pareciam mais perfeitos quando os mordia, quando soltava gemidos. Com minha língua contornava seus lábios de baixo, com os meus de cima os beijei. Seus dedos entrelaçavam em meus cabelos, sentia minha cabeça pressionada ao encostar em teu clitóris . A segurava enquanto contorcia. Seu gozo me lambuzava. Por fim estávamos enroladas no lençol fumando próximas a janela.

sábado, 25 de maio de 2013



As noites têm estado cada vez mais frias, e agora que brigamos estou congelando. A porta do quarto fechada, eu dormindo no sofá da sala olhando para ela com a esperança de que se abra. A porta não é aberta.  O apartamento cheio por ela estar aqui, mas ao mesmo tempo vazio por eu passar despercebida.
Tomarei uma atitude. Flores? Não. Bombons? Não..... Não consigo pensar direito, o desespero me aflige. 
Espalhei fotos pela casa, trechos de músicas, pequenas lâmpadas, nosso apartamento era outro, decorado de lembranças e coisas pela qual gostava. Não fiz a janta, até porque não seria nada romântico, não sou especialista na cozinha, ao em vez disso pedi sushi.
A ansiedade pela sua presença me corroía por dentro. O barulho da chave na porta dispara meu coração. Ela entra surpresa, mas sem muitas emoções. Não disse uma palavra, apenas me olhou. O primeiro som foi o meu, pedi-lhe desculpas, sabia que desculpas só não bastava, todavia eu tinha que tentar, a conversa não foi das melhores, entretanto ao me aproximar senti que até ela não aguentava mais essa barreira entre nos. Dei-lhe um beijo e disse-lhe algo clichê, contudo verdadeiro. O segundo beijo foi mais intenso, nossos estavam no mesmo ritmo, trocávamos olhares, caricias. O quarto era nosso destino, sentia saudades daquela cama. As roupas iam caindo no chão aos poucos. Tocava seu corpo como se fosse algo novo, sentia o arrepio de sua pele. Deslizava o rosto sua barriga sentindo teu perfume, sua pele macia. Seus seios preenchiam minha boca enquanto meus mamilos enrijeciam ao seu toque. Suas pernas entrelaçavam as minhas. Sentia minha cocha se molhando. Ofegávamos, tocávamos, beijávamos. O lençol já não cobria o colchão. O som da rua era mudo aos nossos ouvidos, o único que ouvíamos eram os gemidos. Descabeladas, molhadas, continuamos ali, olhando uma pra outra, com pequenas caricias. O sorriso era o bastante naquele momento.


....E o sushi? Ah! Jantamos depois.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013



“Bitucas” de cigarros espalhados pelo cinzeiro e pela mesinha do lado da cama. A janela aberta, o vento fazia com que a cortina dançasse. O silencio da casa competia com o barulho que vinha da rua. Estávamos nuas na cama, com os lençóis amarrotados, jogados de qualquer jeito sobre nos. Ela brincava com o meu mamilo, enquanto eu olhava para o ventilador do teto ligado. O ambiente parecia tedioso, contudo estava agradável. Respirei fundo, e olhou pra mim, olhei de volta, um sorriso terno apareceu em sua face, acariciei seus cabelos, nos beijamos, sua mão apoiou-se em meu rosto, seus lábios quentes e macios me conduziam a um beijo calmo e demorado. Nossas pernas se entrelaçavam junto com os lençóis que se embolavam. Seus toques em meu corpo eram delicados, faziam com que meu corpo arrepia-se.
Eu não tocava seu corpo como se fosse à primeira ou a ultima vez, mas sim como se fosse eterno aquele momento. Cada curva, arrepio, calor me dava mais sede, desejo.
Nossa respiração, movimentos, toques, corpo tudo se resumia a um só.
Melávamos as mãos, as coxas , a cama. Não dava para determinar de quem era o sabor, estavam misturados. Contrações iam surgindo, suspiros e gemidos soltos pelo ar, os corpos enrijeciam, relaxavam, e a fraqueza chegava.
Ela levantou-se e sentou-se na beirada da cama e começou a fumar.
Era como se voltássemos no tempo, só que sem mamilos e ventilador, e sim eu a olhando fumar.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013



Ela andava nua pela casa, não tinha como não olhar, eu já vi aquele corpo mil vezes, mas eu não conseguia parar de admira-la. Linda, suas curvas, covinhas, tatuagens, piercings, cada detalhe me chamava atenção. Pensamentos surgem em minha cabeça, e o que mais concordo é “tenho muito bom gosto”. Parou na porta do quarto olhando-me, sorrindo, o que nos separa é só o corredor.  Não falávamos nada, veio em minha direção e sentou-se em meu colo, nos encavamos.  O silêncio era tanto que escutava as batidas de meu coração, era como se quisesse pular de boca a suas mãos. Nos beijamos, e assim outro som surgiu. Meus dedos entrelaçando em seus cabelos, suas mãos em meus seios. Ela sentia minhas batidas, arrepios, e sentia seu calor. Perdia minhas roupas aos poucos, não demorou muito e o chão estava com todas as peças. Chupões, arranhões, mordidas iam marcando nossas peles e nos provocando, excitando cada vez mais. Chão, poltrona, usávamos ambos. O caldo escorria nos lábios, no pescoço, no corpo. Gemidos se misturavam aos poucos sons ali presentes.  O fim virou o inicio, estávamos sentadas quase deitadas, mudas, mas agora com o som que vinha da janela, da rua.

domingo, 30 de dezembro de 2012



Festa, festas, bebidas, dança, girando. Nada mais tem feito sentido, estou no meio da multidão perdida, minha garrafa de cerveja quase vazia. Alguém segura minha mão, mas as luzes interferem minha visão, seus dedos entrelaçam sobre os meus. Por mais que o álcool tenha consumido meu corpo, me sinto segura, reconheço essa mão, e a sigo pra onde quer que me leve.  As pessoas no caminho impendem que eu ande sem tropicões.
-Onde estou?
-Isso não tem importância agora!
Escorou-me na parede, suas mãos deslizam em meus seios, minha calça é aberta, meus lábios são beijados, eu sou totalmente tocada. A sensação é boa, deixo a garrafa cair, minhas mãos deslizam pela sua cintura, abro sua blusa, toco-lhe os seios. O beijo tem gosto de álcool, cerveja com vodka.  Ouço batidas na porta, ignoramos. Gemidos, sussurros, arrepios são trocados.  É como se o oxigênio estivesse acabando, minha respiração fica cada vez mais ofegante, a seguro firme, sinto minhas pernas fracas meu corpo mole. Ela lambe seus dedos, seu olhar é provocante, beija-me.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012


A encontrei em um local não muito público. Conversamos , trocamos indiretas. Até que resolvemos ir ao banheiro, mal entramos e ela já estava escorada na parede ne puxando, nossos beijos eram quentes, nossas pernas roçavam em nossas partes baixas, meus lábios deslizavam em seu pescoço, sua boca em minha orelha me deixava arrepiada. Cada vez mais o tesão aumentava. Trocávamos caricias em nossos seios, boca e mãos. Sua mão deslizou para outro lugar, adentrava em minha calça, contudo impedi, insistia, mas eu não deixava. Olhou-me com aquela cara de desconfiança sem entender.
-Sou difícil! (respondi com um sorriso sarcástico)
-(Riu com um tom de deboche) Até parece.(encarava-me)
Dei-lhe um beijo e finalizei com um selinho, virei e disse que que tinha ir.
-Como assim?(respondeu-me indignada)
Quando virei-lhe as costas e ia abrir a porta ela me virou novamente, puxando-me para próxima ao teu corpo. Suas mãos entrelaçavam meus cabelos. Ela é persistente e eu tenho a “carne fraca” estava difícil resistir. Correspondia a cada beijo teu, cada toque. Seus sussurros me enlouqueciam. Não aguentei segurar mais nada, não havia roupa ou gesto que a impedia de fazer o que queria. Os movimentos de seus dedos fazia-me contorcer, meus dedos a segurava firme. Seu olhar pedia-me pelo menos um gemido, mas eu resistia. Todavia ela me conhecia muito bem, sabia os meus pontos fracos, meu corpo já não suportava mais. Atingiu meu ponto, o gemido foi solto, minhas pernas ficaram fracas, bambas, meu corpo mole. Seu olhar demonstrava tudo, aquela cara de satisfeita, sempre conseguindo o que quer. Saimos do banheiro, mas ainda teria revanche.